Alemarcolino’s Weblog

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Panamá City e a volta para casa (Panamá) junho 1, 2013

Filed under: Panama — alemarcolino @ 2:31 am

(finalmente completei o blog das férias de 2012. Mil desculpas. Foi culpa da famosa frase “amanhã eu termino…” e esse amanhã durou um ano).

Os únicos registro do dia de regresso foram do aeroporto do Panamá, onde voltamos à culinária de produção em massa, e tentamos a sorte gastando nossos últimos 50 dolares (25 meus e 25 do Victor) em uma rifa de um carrinho. Antes tivéssemos gasto em mais umas garrafas de whiskies.

almoço

almoço

não ganhamos

não ganhamos

Ao final de 30 dias de férias (em 2012), retornamos ao Brasil. A experiência, de minha parte, não poderia ser melhor. Viajar com estes dois caras foi muito bom. Mesmo com nossas frequentes (ou talvez nem tão frequentes assim) discussões, a balança foi bem favorável. Conseguimos conciliar nossos objetivos, lugares e atividades.  Tivemos de tudo um pouco: trilhas, montanhas, cerveja. Mergulhos, praias, festas, cerveja.  Ressacas, esportes, amizades, risadas, mais cerveja. E assim foi. A América Central (a parte que visitamos) se mostrou bem tranquila e acessível para viajar.

Bom, barato e seguro. Quer melhor?

Obrigado Victor.

Obrigado Henrique.

Até qualquer outra viagem futura.

“Nossa! Nossa!… Pínchalo!.. Una cerveja! …  Una propina!.. Pínchalo!… Delícia! Delíca!”

Foto final:

nosso mapa, nossa rota, nossas férias.

nosso mapa, nossa rota, nossas férias.

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Portobelo (Panamá)

Filed under: Panama — alemarcolino @ 1:52 am

A vila de Portobelo, distante 1h30min de Panamá City, tem seu nome dado por Colombo, dada a beleza do lugar. Aqui existe um dos mais antigos fortes do país, destruído (por piratas) e reconstruido (pelos espanhóis) várias vezes. As ruínas que visitamos são de sua última reconstrução, em 1750.

Como o Henrique já voltara para o Brasil, eu e Victor resolvemos passar o último dia nessa visita. Começando pelo ótimo passeio em mais um “diablo rojo”, dessa vez, batizado de Jéssica.

...

:)

🙂

A vila é pequena e tudo se visita em algumas horas, à pé mesmo. E o melhor: 0800 (grátis mesmo). Abaixo, algumas fotos.

entrada

entrada

antigo, hein?

antigo, hein?

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visão geral

visão geral

sede

sede

...

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subterrâneo

subterrâneo

guarda do forte (sempre alerta)

guarda do forte (sempre alerta)

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...

 

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festinha rolando na vila (dessa vez, felizmente, não rolou a tal música)

festinha na vila (dessa vez, felizmente, não rolou a tal música)

No final do dia, já quase noite, regressamos para a cidade do Panamá no tradicional onibus. Nossas últimas horas foram arrumando as “coisinhas” que compramos nos shoppings e duty-frees do Panamá. Quase deu excesso de bagagem :)´

Foto do dia:

último contato com estes. Adiós!

último contato com estes. Adiós!

 

 

 

 

 

Jogo de Basebol (Panamá)

Filed under: Panama — alemarcolino @ 1:12 am

Este evento merece um post especial só para ele. Lembram-se que no post anterior (de Bocas del Toro) comentamos sobre o “frisson” na ilha por ocasião da chegada do time deles à semifinal? Pois, durante o tempo que passamos nas ilhas, o time avançou e estava disputando, depois de muitos anos, a grande final contra ninguém menos do que o time da capital, Panama Metro, campeão dezenas de vezes.

Ao sair do passeio do canal, procuramos um taxi para ir direto para o estádio, na esperança de comprar ingressos. Porém, não foi tão fácil. A máfia de taxistas do Canal queria nos extorquir horrores por um trecho de menos de 15 minutos. Nós já havíamos nos preparado e perguntado ao outro taxista que nos levou ao Canal, quanto daria, aproximadamente. E o preço que os caras queriam cobrar era 3, 4 e até 5 vezes mais. Optamos por caminhar até a estrada (o Canal fica afastado da cidade) e lá tentar outra condução.

Deu certo. Com menos de dez minutos de tentativa parou um veículo do tipo pickup, taxi, com um motorista bem maneiro. E o cara era rockeiro ainda por cima. Foram 15 minutos de rock pesado e altos papos sobre Sepultura, Pearl Jam, Black Sabbath e afins. O preço? Exatamente o previsto. Nem mais, nem menos. O mais ficou por nossa conta, como gorjeta.

Estádio Nacional

Estádio Nacional

Chegamos com tempo de sobra para comprar os ingressos e alguns bonés para contribuirmos com o clima verde e amarelo.

Ingresso na mão...

Ingresso na mão…

...e bandeira na outra.

…e bandeira na outra.

Lá dentro foi muito legal. Rapidamente nos acomodamos e pedimos logo algo para matar a sede. Para não complicar a vida do vendedor, acabamos por comprar a leva toda de copos de chopp que ele carregava no pescoço (igual ao que vimos em filmes americanos). Ficamos até com o gelo da caixa pra conservar melhor.

fardinho...

fardinho…

A partir daí foi sentar e curtir o jogo. Novidade pra todos nós que, por vezes, não entendíamos o que se passava. Se a galera xingava, a gente também xingava. Se eles comemoravam, imitávamos. E assim nos portamos como legítimos (ou quase) Bocatorños.

la cancha

la cancha

na galera

na galera

o time

o time

...

A palavra que mais usamos foi “Pínchalo!”. Entendemos que era algo do tipo “derruba ele, coloca era pra fora”. Foi um tal de “pínchalo” pra cá e “pínchalo” pra lá…

alegria verde e amarela

alegria verde e amarela

...

“pinchalo”

Bom, assim como na América, aqui também se tocam musiquinhas nos intervalos. E adivinhem qual foi a musica brasileira que tocou no meio disso tudo? Isso mesmo, “Nossa! Nossa!…” E lá fomos nós fazer a coreografia novamente… Se tivesse um telão, acho que apareceríamos. Depois da dancinha, tudo ficou mais divertido. E aproveitamos para tirar fotos com o mascote e as “cheerleaders” do time.

la tortuga bocatorña

la tortuga bocatorña…

... y las chicas.

… y las chicas.

Ah, claro. Bocas ganhou este terceiro jogo. demos sorte. Porém, nos encontros seguintes, Panama Metro empatou em 3 x 3 . Já estávamos de volta ao Brasil, e procuramos notícias. O resultado do sétimo e decisivo jogo, pra nossa alegria e pra de toda ilha, foi a vitória do Bocas. Resultado final: Bocas 4 x 3 Panamá Metro. Campeões depois de 50anos.

Parabéns!!!

Ao "nosso" campeonato.

Ao “nosso” campeonato.

Foto do dia (da noite):

Estádio

Hora de ir pra casa

 

 

Canal do Panamá (Panamá) maio 26, 2013

Filed under: Panama — alemarcolino @ 8:54 pm

Principal atração para a maioria dos turistas (pra nós, era a segunda, perdendo para o shopping ultra-super-mega-barato de eletrônicos), o canal foi realmente um momento impressionante da viagem. A proximidade com que ficamos dos navios durante sua movimentação de subir e baixar nas comportas nos hipnotizou de tal forma que ficamos até o horário de fechamento, para o público, apreciando a passagem de 2 transatlânticos e um cargueiro.

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Nossa visita foi à estação Mira Flores, que é a mais próxima da cidade. Há outras opções. Nesta, pudemos acompanhar, passo a passo, a passagem dos navios, enquanto em um alto falante era anunciado os dados do navio, como peso, dimensões, tripulação, valor, origem e preço pago pela travessia.

Mira Flores

Mira Flores

Lá vem a "chalana"...

Lá vem a “chalana”…

... vem chegando...

… vem chegando…

panorâmica

panorâmica

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...

...saindo...

…saindo…

...foi.

…foi.

Lá também tem um museu muito bom, com filmes e documentos que contam a história da construção do canal, com todas as suas fases e reviravoltas.

Museu

Museu

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Um tempinho para mais um navio…

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Foto do dia:  (placa próxima ao canal)

cuidado!!!

cuidado!!!

 

Panamá City (Panamá) maio 25, 2013

Filed under: Panama — alemarcolino @ 5:58 pm

Ao regressarmos de San Blás, nos hospedamos na região histórica de Casco Viejo. Nessa península foi onde a cidade nasceu e, por muito tempo, ficou confinada. Só a partir do século 20 se iniciou a expansão para o que hoje é Panamá City.

Casco Viejo

Casco Viejo

Em suas ruas estreitas, pequenos mercados e tendas de rua se espremem entre prédios e igrejas.

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Chapéu?

Chapéu?

No albergue, dividimos o quarto com uma galera de Israel. Dois eram médicos recém saídos da residência que, após vários anos de estudos, resolveram fazer uma trip de um ano pelas américas. Havia também 3 meninas, dentre as quais, uma filha de brasileiros que aproveitou para colocar o seu português em dia. Passamos pouco tempo com eles. Nossos objetivos eram diferentes: israelis = festa! festa! festa!; Brasilians = compras! compras! compras!

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Igreja San Jose (altar de ouro que já foi negro) –  Em Casco Viejo existe a pequena Iglesia San Jose cujo altar de ouro é famoso por já ter sido negro. Diz a lenda que no século 18, quando a cidade do Panamá foi atacada pelo pirata inglês Henry Morgan, o frei Juan, responsável pela igreja, pintou o altar de preto. Quando o pirata chegou para o saque, reclamou da pobreza da ordem. Pra reforçar o trote, o frei ainda pediu umas esmolas, no que foi prontamente atendido pelo pirata. Morgan, ao ir embora, ainda teria dito que o frei era mais pirata do que ele. Isso, segundo a lenda….

Iglesia San Jose

Iglesia San Jose

Altar de Ouro

Altar de Ouro

Do lado de fora da igreja, fomos abordados por um panamenho. Pensamos logo que era mais um a pedir dinheiro para turistas. Ao respondermos sua pergunta de onde éramos, ele se mostrou bastante empolgado e começou a falar que já tinha vindo ao Rio de Janeiro. Sua conversa tinha tanta propriedade que pensamos que ele realmente era um viajante também. Porém, no final do papo, ele acabou por pedir uma “propina”. Sim, ela era mais um…

A antiguidade fica restrita ao bairro. Assim que saímos da região, a cidade se transforma em edifícios altos, espelhados, modernos e ostentadores. Dizem que é a Miame da América Central.

Panamá nova

Panamá nova

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Por indicação da colega Ana Turetta, demos uma passada no mercado de peixes e provamos o famoso “ceviche”. Deliciosa iguaria local com frutos do mar marinados em um molho de vinagre, limão, e algumas especiarias. Delícia!!!!

Ceviche + "pode ser?"

Ceviche + “pode ser?”

Em alguns locais encontramos bonecos que se pareciam com alegorias de carnaval. Não descobrimos do que se tratava.

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Mais um pouco de Panamá City, nova e velha.

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Podemos dizer que metade do tempo na cidade foi dedicado às compras. Passamos um dia e meio dentro de um shopping gigantesco chamado Albrook Mall. Há lojas de tudo: eletrônicos, roupas, brinquedos, cosméticos, brinquedos, instrumentos, etc. Na primeira tarde pesquisamos preços para nossas enormes listas (pessoais e dos amigos). No dia seguinte, colocamos a mão na massa, ou melhor, nos bolsos e no cartão de crédito. Na volta, lotados de sacolas, pegamos um táxi com uma motorista muito gente boa, que nos cobrou o preço justo e  nos falou bastante sobre o dia a dia do panamenho.

À noite fomos tomar uma cerveja em um bar pertinho, com um clima bem legal. Na saída, por volta das tantas, passamos em frente a uma festa e decidimos tentar entrar, de graça, claro. Faltava menos de uma hora para o encerramento e a bilheteria fez jogo duro. Queriam cobrar os 20 dólares de entrada por pessoa. Tentamos negociar 10 dólares pelos 3, alegando que iríamos consumir. Nada feito. Nada de jeitinho. Voltamos pra casa com os 10 no bolso.

Foto do dia:

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San Blás (Panamá)

Filed under: Panama — alemarcolino @ 4:45 pm

De Bocas fizemos uma parada para pernoite na cidade do Panamá, sem tempo para conhecer nada. Foi a primeira e única noite em um hotel, pois no albergue que previmos não havia nem “meia vaga”, uma vez  que o chão da sala já continha 3 turistas e o sofá, mais dois. Como não fizemos reservas, procuramos o hotel mais perto e morremos em 50 dólares por persona. No dia seguinte, já as 5 da manhã, estávamos no saguão e descobrimos que o carro passara dez minutos antes no procurando. Como a atendente do novo turno não sabia de nada (falha na “passagem do serviço da anterior”), não nos avisaram. A sorte é que tinhamos o telefone do motorista e ele retornou para nos pegar. Consequência? Nos sobraram os lugares mais apertados. Assim fomos até o porto para San Blás.

Por indicação do colega Carlos Dias, escolhemos San Blás como parada obrigatória. As descrições de outros mochileiros já nos colocara neste rumo, mas as fotos que o Carlos mostrou foram o que faltava para saber que estávamos no caminho certo. Como o trajeto até lá é complicado (não há ônibus de linha nem barcos regulares), contratamos um pacote com uma agência. Pagamos 200U$ por 4 dias e 3 noites, com translado Panamá City – San Blás – Panamá City, hospedagem em cabana simples, e 3 refeições por dia.

As 5 da manhã, pontualmente, o carro chegou. Nos apertamos (novidade) com mais 4 turistas e partimos para o litoral, chegando após 4 horas. A viagem não foi ruim, sendo a maior parte em pista de asfalto, com direito a pedágio improvisado por estarmos adentrando uma área indígena.

Porto (ou seria ponto) de embarque para a ilha Ina

Porto (ou seria ponto) de embarque para a ilha Ina

O tempo ainda não havia melhorado e tratamos de colocar nossas capas de chuva para a segunda parte, que viria a ser a mais problemática. A partir daí, foi só perrengue. A chuva apertou, não se via nada, o barco (pequeno que só) balançava para todos os lados, as ondas vinham, o barqueiro tentava cortá-las, às vezes com sucesso, outras nem tanto. E tome água por todos os lados. De cima (chuva), de baixo (barco alagando) e dos lados (ondas chicoteando). Chegamos ao ponto de nos esconder dentro das capas e esperar pelo pior. Que quase veio. Em um momento de leve cochilo, o barco deu um solavanco e eu acabei batendo no Victor que quase voou pra fora do barco. Depois disso, a adrenalina subiu e não teve mais cochilos. Não contabilizamos, mas devem ter se passado umas 5 horas pra chegar (pelo menos foi esta a impressão). Provavelmente era a última ilha do arquipélago.

Nosso barco chegando

Nosso barco chegando para nos pegar.

Ready? Don´t think so.

Ready? Don´t think so.

San Blás é um conjunto de ilhas localizadas na comarca Kuna Yala, pertencente aos índios da tribo de mesmo nome. A comarca vive (unofficially) à parte da administração do continente. Uma vez dentro de seu território, paga-se taxas para tudo. E a grana fica com os índios. Se há algum problema por lá, eles mesmo resolvem entre si.

Conflitos à parte, as ilhas normalmente pertencem a famílias tradicionais dos índios (e em alguns casos uma ilha é dividida territorialmente entre mais de uma família) que exploram este turismo. Você paga, eles te hospedam em suas cabanas e lhes preparam comida. Também oferecem passeios para outras ilhas, claro, pagando um extra para as outras famílias. O serviço é literalmente no estilo “you get what you pay for”. Por aí vocês já tiram como foi nossa ilha no estilo mochileiro muquirana.

Nossa casa por 4 dias

Nossa casa por 4 dias

comércio local

comércio local

Nosso paraíso, ou melhor a ilha da família Ina, era bem simples e pequena. Em 10 minutos caminhando completamos a primeira (de muitas) voltas completas pela área. Além da família Ina, haviam mais duas que dividiam o local. Cada uma com seus hóspedes e suas responsabilidades (?!). Nos era permitido caminhar entre elas, mas nadar NÃO. Na primeira tentativa de mergulhar na praia do vizinho fomos advertidos que para nadar lá, “tem que pagar”.

A família Ina era muito relax. O seu líder, que chamávamos de Ina também. Ele dormia cedo, acordava tarde, passava o dia na rede e raramente era visto pegando no pesado. Sua(s) esposa(s) é que fazia(m) tudo. E os filhos, bem, os filhos passavam o dia a se “milanezar” na areia. A nós nos restou acordar, comer, nadar, descansar, ler, comer, dormir, acordar, ler novamente, comer mais uma vez, beber, ler, dormir novamente, etc. Por 4 dias. Pode parecer monótono, mas o que fez a diferença é que a cada dia o sol, o céu e o mar se apresentavam diferentes, mais belos, mais relaxantes. Aqui foi onde realmente descansamos e recarregamos as baterias.

acordar...

acordar…

nadar

nadar…

caminhar...

caminhar…

descansar...

descansar…

ler...

ler…

nadar novamente

nadar novamente

dormir

dormir…

descansar novamente...

descansar novamente…

...e curtir o por do sol

…e curtir o por do sol

Apesar do mau tempo no primeiro dia, os dois dias que se seguiram fizeram valer a pena o perrengue. O que mais aconteceu não dá pra escrever, apenas mostrar.

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!!!

!!!

:)

🙂

No final do último dia, um destaque para o por do sol…

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Os dias valeram para colocar as leituras em dia. Tanto meu livro da história da guerra da Nicarágua, quanto Victor e Henrique em seus respectivos Guerra dos Tronos II e I. Até tentei iniciar esta leitura, mas os livros estavam concorridos e fiquei de fora… eheheh.

Foto do dia:

Quando voltamos ao continente, percebemos que a chuva que pegamos na ida tinha estacionado no litoral, provocando grandes estragos na já precárias estrada de chão. Óbvio que ao chegarmos o nosso carro não estava lá. Tive que desenrolar uma ligação telefônica do celular de um funcionário do porto e contactar a empresa. Em uma hora chegou um outro motorista. Vale uma observação: entender o espanhol local, falado de modo corrido, já é difícil. No celular, pior ainda.

Quem ia no que que nós voltávamos, também passou apertos

Quem ia quando nós voltávamos, também passou apertos.

 

Bocas del Toro (Panamá) setembro 6, 2012

Filed under: Panama — alemarcolino @ 2:07 pm

Para chegar em Bocas del Toro, o primeiro passo é pegar um taxi-bote (4U$, 1h) partindo de Almirante (já que viemos do norte).

Nós...

Nós…

e os chilenos

e os chilenos

...

Ao chegar em Bocas, fizemos o check in no albergue Heike, localizado no centro da ilha. Excelente opção. E com staff de 4 mulheres muito simpáticas que, além de falarem ingles muito bem, havia dentre elas uma alemã que falava português fluentemente (e que adorava praticar conosco). Todos os dias éramos obrigados a trocar “bom dia”, senão não tinha café da manhã… eheheh. Ah, e falando em português, também havia em nosso quarto uma francesa que entendia nosso idioma e arranhava frases. O problema dela é que havia estudado e morado em São Paulo. Entre uma palavra e outra rolavam sempre uns “meu”, “mano”, “tá ligado”. Henrique curtiu. Eu e Victor,não. E o pior: a “mina” torcia “prus curíntia”. Depois dessa, nem Henrique.

Altamente recomendado, principalmente pelo staff

Altamente recomendado, principalmente pelo staff

O povoado nos pareceu deserto. Seria algum feriado? Que nada, era dia de Real Madrid x Barcelona e todo mundo havia ido para os bares assistir ao jogo. Fizemos o mesmo, indo para o sports bar mais próximo. Quando lá chegamos, vimos que o predomínio era da torcida do Barça. Decidimos torcer pelo Real, claro. Pra que torcer se não puder ser do contra, né?
No começo até nos mantivemos calmos, mas à medida que a jogo passava (e a cerveja descia) nos empolgávamos cada vez mais. Tínhamos a companhia de 6 locais e do dono do bar (o que já era uma boa garantia), somente. Dá pra imaginar que a barulheira era sempre à favor dos catalães.  No final das contas, valeu nossa torcida. O Real ganhou por 2 x 1. E com gol do R7.

Barça 1 x 2 RM

Barça 1 x 2 RM

Bem observado pelo Henrique

Bem observado pelo Henrique, em amarelo.

Já que Puerto Limon (post mais antigo) não nos permitiu um mergulho, o plano B era fazê-lo na ilha de Bocas del Toro, também localizada no mar do Caribe. Considerado uns dos melhores lugares do Panamá, Bocas possui diversas operadoras (e preços) que nos levam a quase 20 sites de mergulho pela região. A operadora escolhida foi a The Dutch Pirate (nome bem sugestivo). Pagamos 80U$ pelo pacote com dois mergulhos. Infelizmente eles não ofereciam serviço de fotografias e acabamos sem registros subaquáticos.

...

Por conta do tempo e de algumas eventualidades, acabamos realizando os dois mergulhos em dias separados. O primeiro, sensacional, com águas transparentes. Já o segundo, apesar do mau tempo, também foi muito bom. E mesmo com uma chuvinha, mergulhamos somente de bermudas. Neoprene, no Caribe, não existe.

Prestes a baixar...

Prestes a baixar…

O mau tempo viria para ficar. Mesmo assim, não deixamos de fazer o passeio até a praia das estrelas do mar, que fica a 2h de ônibus do centro da vila. Com mais meia hora de caminhada posterior, chega-se a um paraíso (deserto por causa do tempo e da época do ano) onde as estrelas do mar se espalham pela praia, seguindo o movimento das marés e das ondas. Como foi bom estar tão perto de belezas como estas, sem a “muvuca” pra disputar espaços.

Inicio da trilha

Inicio da trilha

Siga as ordens!!!

Siga as ordens!!!

Look 'down' the stars, look how they shine(?!) for you. (CP)

Look ‘down’ the stars, look how they shine(?!) for you. (CP)

sem tocar..

sem tocar..

Ilustre visitante. Amigos biólogos, alguém conhece?

Ilustre visitante. Amigos biólogos, alguém conhece?

As noites de bocas foram sempre agitadas. Todo dia havia uma festa, normalmente em uma ilhota próxima. E o esquenta era feito em um bar de bocas que servia um hambúrguer caseiro de 200g. Excelente para forrar o estômago. Depois, era só pegar um taxi boat para o local da festa.

Em uma das ocasiões, estávamos meio deslocados, ainda iniciando os “trabalhos”, quando o DJ tocou “Nossa! Nossa! Assim você me mata!…”. Henrique imediatamente puxou a coreografia que eu e Victor imitamos. Pronto! Foi o suficiente para em alguns segundos nos tornarmos o centro da pista. O mais engraçado era ver os gringos tentando nos acompanhar… eheheh. Hilário. Depois dessa música, nem preciso comentar, que nos enturmamos fácil. “Viva la musica brasileña!”.

What next?

What next?

Durante o dia, em nosso passeio pelo centro, aconteceu algo inusitado. Do nada, um maluco de bicicleta nos abordou e perguntou: “weed?weed?”. Negamos e ele foi embora. Eis que aí em diante, toda hora parava outro maluco fazendo a mesma pergunta. Segundo o Henrique e o Victor, os caras sempre se dirigiam pra mim. E eu nem tava com cabelo grande e nem barba por fazer.  Vai ver tenho mesmo cara de maluco ?!

weed? weed?

weed? weed?

Bocas ainda nos traria outra surpresa: seu time de basebol. Os fanáticos habitantes de Bocas, sempre que havia um jogo, paravam na praça junto a um telão para torcer pela sua equipe. Nesta semana, eles disputavam as semifinais, com chances de disputa de título, que não vinha desde sua única conquista em 1961. Por ter cores verde e amarelo, o time também conquistou nossa afinidade. E isso renderia outros bons momentos no futuro.

Para sair de Bocas e ir para a capital, decidimos pegar um voo. O caminho por terra poderia retardar nossos planos. O investimento maior valeria a pena mais para frente. Eu e Henrique fizemos uma aposta sobre que tipo de aeronave nos levaria, dado o tamanho reduzido do aeroporto. Até hoje não entramos em um acordo e não bebemos o premio da aposta. E tudo por culpa do juiz Bolotari que não deu o voto de minerva.

Cabem 50 ou mais?

Cabem 50 ou mais?

Foto do dia:

Tempo ruim para nós... e para elas.

Tempo ruim para nós… e para elas.